A natureza do exercício no Taijiquan pressupõe um estado mental calmo, a execução de movimentos suaves, lentos e relaxados, e o desenvolvimento do fluxo energético. A sua execução lembra a tecelagem da seda, princípio conhecido como Chan Ssu Gong. O Taijiquan é uma arte interna que requer o desenvolvimento da energia interna, Neijing, mas também treino externo. A união destes dois aspetos manifesta-se nas ações exteriores: na estabilidade dos movimentos lentos, na precisão das mudanças de direção e na capacidade de emitir força de forma rápida, flexível e coordenada.
O praticante inicia-se pelos aspetos mais simples, sentindo através do corpo a dinâmica do exercício. Progressivamente, compreende os seus princípios e mecânica, avançando para dimensões mais sofisticadas da arte: Zhan Zhuang, Chan Ssu Gong, formas, emissão de força, treino de armas e exercícios a dois. A prática prolongada fortalece as componentes internas conhecidas como Jing, Qi e Shen. O cultivo, armazenamento e circulação do Qi permitem que a energia se expanda por todo o corpo, sendo manifestada externamente por músculos, tendões e ossos através de movimentos fortes, rápidos e precisos, ou pela solidez tranquila dos movimentos suaves e harmoniosos.